Um paciente diagnosticado com paraplegia e sem sensibilidade ou movimento abaixo do nível da lesão, passou a realizar exercícios em academia apenas 15 dias após receber a aplicação de polilaminina, em 2 de fevereiro. Pedro Rolim sofreu uma lesão medular na altura de T12 e agora comemora uma grande evolução. O vídeo dele praticando exercícios foi publicado no Instagram do Mitter Mayer.
Um paciente voltou a andar apenas 15 dias após tomar a dose de polilaminina. - Foto: redes sociais
Durante décadas, a medicina considerou a lesão medular como uma condição irreversível. Pacientes diagnosticados com tetraplegia ou paraplegia recebiam, na maioria das vezes, um prognóstico definitivo. No entanto, uma pesquisa conduzida no Brasil pode mudar esse cenário global.
Quem é Tatiana Coelho de Sampaio?
Quem é a cientista brasileira comparada à Virginia Fonseca nas redes e que pode trazer um Nobel para o Brasil?
Tatiana Coelho de Sampaio é médica e pesquisadora brasileira que há mais de três décadas se dedica ao estudo da regeneração neural. À frente de pesquisas na Universidade Federal do Rio de Janeiro, ela aprofundou seus estudos na polilaminina, uma substância derivada da proteína laminina, que apresenta potencial para promover a regeneração da medula espinhal e restaurar funções motoras em pacientes com lesões graves.
A polilaminina atua como um andaime biológico na área lesionada da medula espinhal.
Após um trauma medular, os axônios — responsáveis pela transmissão de impulsos nervosos — perdem sua estrutura organizacional. Isso interrompe a comunicação entre cérebro e membros, causando paralisia parcial ou total.
A aplicação da polilaminina cria um ambiente propício para a regeneração neural, estimulando a reconexão dos axônios e favorecendo a recuperação motora.
A substância é produzida a partir de material biológico humano e aplicada diretamente na região da lesão por meio de injeção. Seu objetivo é restaurar a arquitetura do tecido nervoso, permitindo que o corpo volte a transmitir sinais elétricos.
Resultados iniciais e estudos clínicos
Até o momento, 16 pacientes receberam autorização judicial para uso experimental da polilaminina no Brasil. Desses, cinco apresentaram retorno parcial dos movimentos, um avanço significativo no campo da neurologia regenerativa.
Quem é a cientista brasileira comparada à Virginia Fonseca nas redes e que pode trazer um Nobel para o Brasil?
Em 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou o início da Fase 1 dos estudos clínicos, etapa fundamental para avaliar a segurança do tratamento.
As próximas fases clínicas irão analisar eficácia e viabilidade em larga escala. Caso os resultados sejam confirmados, a terapia poderá representar uma das maiores inovações no tratamento da tetraplegia e paraplegia no mundo.
Medicina regenerativa no Brasil: um possível Nobel?
O impacto potencial da pesquisa coloca Tatiana Coelho de Sampaio ao lado de nomes históricos da ciência nacional como Oswaldo Cruz, Carlos Chagas e César Lattes.
Se confirmada a eficácia da polilaminina, o Brasil poderá se tornar protagonista global na área de regeneração da medula espinhal, reacendendo debates sobre um possível Prêmio Nobel para a ciência brasileira.
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Mulheres na ciência que transformam o futuro
Na Stannis, acreditamos na valorização das mulheres que rompem barreiras e constroem novas possibilidades. Conheça nossa loja virtual e confira nossas em homenagens em formato de cervejas. A trajetória de Tatiana Coelho de Sampaio reforça a importância da representatividade feminina na ciência, especialmente em áreas de alta complexidade como neurologia e biotecnologia. Mulheres na pesquisa científica não apenas ampliam o conhecimento, mas redefinem limites.
Momentos incríveis são exatamente isso. E existem momentos que não acontecem em uma mesa de bar, nem em um brinde coletivo. Eles acontecem quando alguém mexe no impossível.
Tatiana está fazendo exatamente isso. E é maravilhoso ver o Brasil inteiro começar a caminhar junto com ela.